O que se vê em exames de Ressonância Magnética (RM) na coluna vertebral, não é a causa da dor nas costas na maioria dos casos.

Se a Ressonância Magnética (RM) não identifica a verdadeira causa da dor na coluna, qual a real importância deste exame?

Quando o paciente procura ajuda para resolver a sua dor na coluna, e não recebe a informação confiável sobre o seu problema, muito menos a justificativa para a indicação da ressonância magnética, o que pode ter acontecido na abordagem de tratamento?


A O profissional não sabia sobre a relevância da Ressonância Magnética;
B Sabia, mas não era importante;
C O profissional não avaliou como deve avaliar, e já pediu o exame de imagem (vapt-vupt);
D O profissional não se preocupou em rotular o paciente como um doente;
E O profissional não se preocupou com o custo da Ressonância Magnética, muito menos questionou a sua importância clínica e de diagnóstico.

D O profissional sequer questionou sobre a importância do tratamento conservador.

Na maioria dos casos de dor nas costas, um exame de RM não deve ser pedido, a menos que o paciente tenha realizado um tratamento conservador por 6 a 8 semanas, como a Fisioterapia, por exemplo.

A falta de respeito às regras, e de consenso nos diagnósticos, leva a maioria dos pacientes com dor nas costas a:

1. Exames de imagens desnecessários;

2. Cirurgias sem necessidades;

3. Rotular o paciente como doente;

4. Aumento do custo do tratamento;

5. Entre outros riscos desnecessários.

Exames de imagens causam mais mal do que bem no tratamento da dor lombar.

Pesquisadores americanos publicaram um artigo na American Journal of Neuroradiology (Revista Americana de Neuroradiologia) em 2015, com 3110 indivíduos que não apresentavam nenhuma dor na coluna (assintomáticos), sem nenhuma história de dor na coluna, com idade entre 20 e 80 anos. Todos eles foram submetidos à Ressonância Nuclear Magnética.

Vejam os resultados:


Fonte: PMC - EUA: Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, et al. Revisão Sistemática de Literatura características de imagem de Spinal Degeneration em assintomáticos Populações. Jornal AJNR Americana de Neurorradiologia . 2015; 36 (4): 811-816. doi: 10,3174 / ajnr.A4173.


Degeneração discal:

37% nas pessoas com 20 anos.
80% nas pessoas com 50 anos.
96% nas pessoas com 80 anos.


Abaulamento discal:

30% nas pessoas com 20 anos.
60% nas pessoas com 50 anos.
84% nas pessoas com 80 anos.


Discopatia Degenerativa:

37% nas pessoas com 20 anos.
80% nas pessoas com 50 anos.
96% nas pessoas com 80 anos.


Perda de Altura em Disco.

24% nas pessoas com 20 anos.
56% nas pessoas com 50 anos.
84% nas pessoas com 80 anos.


Dr. Abnel Alecrim, Fisioterapeuta, Especialista em Reabilitação Musculoesquelética e Esporte, Campinas, SP, Brasil.

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