PRURIDO BRAQUIORRADIAL (coceira nos braços)

É um desespero, uma espera pela noite na esperança de passar; poder deitar e dormir.
Mas, quando a noite chega, é um desespero também. Daí torna-se uma espera pelo amanhecer.

Coceira, prurido, persistente, ininterrupto nos braços, por dias e anos a fio.

Um cochilo aqui, uma soneca ali... E assim, vai...

Vários médicos, vários remédios, várias pomadas, vários achismos, muito sofrimento, incompreensão, falta de diagnóstico, isolamento.

Bem... isso começou na minha 1ª gravidez.

Surgiu um prurido (coceira) intenso, incessante nos braços.

O obstetra não sabia o que era, disse que seria alergia ao hormônio da gravidez. Passei na dermatologista, ela também não sabia o que era. Não tinha lesão aparente. Sugeriu sabonete branco ou neutro, creme hidratante e banho mais frio.

O tormento continuava.

A esperança era que tudo ficaria bem depois do parto.

Porém, não passou. Fiz muitas buscas na internet. Venho lendo, ao longo desses 13 anos, muita coisa sobre alergia e dermatologia.

O que eu lia me fazia descartar várias doenças.

Engravidei pela 2ª vez e piorou muito. Novamente: "é alergia ao hormônio da gravidez".

Isso não me convencia mais, pois, não tinha passado depois do primeiro parto.

Lia incessantemente. A bebê nasceu e nada de passar. Nas duas gravidezes piorou muito.

Para o endocrinologista deveria ser efeito colateral do remédio do hipotireoidismo, ou do próprio hipotireoidismo que ressecava a pele e surgia o prurido.

Para as pessoas era Lúpus, câncer, stress, doença psicológica, alergia, enfim, qualquer

palpite...

Passei pelo neurologista que me pediu exames que descartaram as doenças auto imunes.

Passei por outro neurologista, me encorajei e disse: -"doutor Tenho uma doença e pra mim é prurido braquiorradial". Ele não acreditou. Disse que era muito raro.

Passei então por outras dermatologistas que também não sabiam o que eu tinha e me passavam um "coquetel" de antialérgicos (muitos deles não tomei, já sabia o que eu tinha e
que nenhum remédio faria efeito).

Quando disse ao doutor que era prurido braquiorradial, já tinha lido muito, pesquisado muito. Havia lido o relato de uma mulher e lido um artigo de um médico falando sobre o prurido. E que ele tinha tratado algumas pacientes com Talidomida.

Foi um alívio saber que isso tinha um nome e que outras pessoas (infelizmente) passaram por isso.

Lembro-me que em janeiro de 2019, coloquei meus joelhos no chão e clamei a Jesus para que me desse um alívio. Fiquei um ano e meio sem crise. Até que voltou. Foi onde recorri novamente para a internet para conseguir o contato daquele doutor.

Naquela pesquisa, apareceu também o contato de um fisioterapeuta que tratava de prurido braquiorradial on line, devido ao contexto da pandemia.

E devido à pandemia, optei por tentar pela fisioterapia online. Pra mim seria melhor do que ter que me deslocar para SP, ir para hospital, exames, enfim...

Foi então que entrei em contato com o Dr. Abnel Alecrim, que prontamente me ouviu.
Como foi bom alguém ouvir, acreditar e explicar sobre a doença - prurido braquiorradial - e,
iniciar o tratamento, que logo no início apresentou melhoras.

Algumas horas sem o prurido já era o suficiente para descansar um pouco e ter a esperança de que poderia melhorar e de que talvez até passasse... O prurido é tão louco! Tudo incomoda. Sol incomoda, frio incomoda, roupa, deitar, levantar, o mínimo movimento com os braços, tudo... tudo... faz coçar. E não tinha o que fizesse parar.

Gelo...muito gelo no braço, na palma da mão. Fisiogel AI, emplasto de Dorflex. Eram os aliados. Embora não resolvessem, por um breve momento, trazia um alívio.

A gente se isola, fica incapacitada de assumir qualquer compromisso, trabalho... Ouve que é psicossomática. Sou psicóloga, acredito na psicossomática, mas, não era meu caso.

Fiz o primeiro contato com o Dr. Abnel Alecrim em 05 de janeiro de 2.021. Agora, em abril de 2.021, me considero praticamente curada. Consigo dormir, consigo desempenhar minhas atividades, já não sofro tanto com o prurido, já me arrisco a sair no sol.

Se vai voltar? Espero que não. Mas, sei que existe tratamento.

Hoje sou grata a Deus que me mostrou esse caminho da Fisioterapia. E ao Dr. Abnel Alecrim,
pela dedicação ao estudo e ao tratamento de quem sofre com essa doença. Mais uma vez,
obrigada doutor, por caminhar junto, mesmo distante. Por acreditar e me fazer acreditar, me
incentivando a todo tempo. Um profissional acessível, competente, comprometido com a
profissão e com a causa do paciente. Que Jesus o abençoe.

Professora Ana Paula de Souza Cardoso, Extrema, MG.

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