(Foto: Jed Jacobsohn / The New York Times)

Um novo e inquietante estudo publicado no BMJ Open Sport & Exercise Medicine, sobre a densidade óssea, realizado em ciclistas e corredores de elite, descobriu que os ciclistas, homens e mulheres, tinham ossos mais finos que os corredores, apesar de todos os atletas serem jovens, saudáveis e em forma invejável, e muitos dos ciclistas terem feito musculação.

A perda óssea pode estar ocorrendo pela redução da alimentação, ou pelo suor exagerado para obter uma saúde óssea ideal. Tanto a baixa ingestão calórica, quanto as altas taxas de perda de cálcio através da transpiração, foi associada à perda óssea em outros estudos.

Pesquisadores observaram que a baixa densidade da massa óssea foi evidente em ciclistas masculinos e femininos e afetou a coluna lombar e o colo do fêmur. O tipo de esporte foi à única variável independente associada à baixa densidade da massa óssea.

O estudo expõe um possível risco em longo prazo da realização de exercícios de baixo impacto, em detrimento de atividades de maior impacto, e levanta preocupações de que atividades como ciclismo e natação possam exercer pouca pressão sobre os ossos.

Outros estudos levantam preocupações sobre efeitos insignificantes ou até adversos de exercícios que não sustentam o peso, como ciclismo e natação, que exercem pouca pressão sobre os ossos.

A gravidade parece interferir na produção da massa óssea, e nadadores e ciclistas de elite, oferecem riscos aos ossos da coluna e do fêmur, por não exporem os seus corpos à ação de um impacto necessário.

Dr. Abnel Alecrim, fisioterapeuta, Pós-graduação em Reabilitação Musculoesquelética e Esporte, Campinas, SP, Brasil.

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Fonte:

BMJ Open Sport & Exercise Medicine

Esportes de baixo impacto, como o ciclismo, podem colocar seus ossos em risco? (Jornal The New York Times).

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